Os aeronautas, categoria que inclui comandantes, copilotos e comissários de voo, decidiram no dia 14 em assembleia nacional fazer paralisações diárias de decolagens entre as 6h e as 7h em todos os aeroportos do Brasil a partir do próximo dia 22. A medida é um protesto contra a proposta salarial oferecida pelas empresas aéreas, classificada de “inaceitável” pelos trabalhadores. “Inicialmente, a paralisação terá uma hora para trazer menos impacto para o público. A categoria está preocupada, além de garantir seus direitos, em manter o atendimento à sociedade”, disse o presidente do Sindicato Nacional dos Aeronautas, Adriano Castanho.

De acordo com o sindicato, a paralisação será mantida por tempo indeterminado até que haja uma nova proposta do Sindicato Nacional das Empresas Aéreas (Snea). Segundo a Abear, que propôs reajuste salarial de 6,5% para a categoria, o processo de negociação ainda não foi encerrado. Os aeronautas decidiram reduzir de 9% para 8,5% a reivindicação de reajuste salarial – a demanda inicial era por 11%.

 

TST quer efetivo mínimo em paralisação de aeronautas

Efetivo mínimo de 80% dos aeronautas e aeroviários deverão manter os serviços em funcionamento regular a partir de quinta-feira, dia 22, segundo determinação do Tribunal Superior do Trabalho (TST), divulgada hoje. A decisão foi comunicada pela Abear e pelo Snea e diz respeito à convocação de paralisações por parte de sindicatos dos aeroviários entre as 6h e 7h nos aeroportos do País, a partir de quinta-feira.A decisão do TST estabelece, ainda, multa diária de R$ 100 mil no caso de descumprimento dessa determinação judicial. A decisão do TST foi divulgada após ação cautelar com pedido de liminar ajuizada ontem pelo Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias (Snea).

Fonte: www.panrotas.com.br